Book traversal links for Comunicados do Comité
Na origem deste projeto digital, está um trabalho aprofundado sobre a datação dos ciclos económicos em Portugal. Um grupo de sete reputados economistas analisa em pormenor o comportamento da economia nacional, trabalhando os dados através de modelos estatísticos avançados.
13/12/2025
O Comité reuniu-se para analisar a evolução recente do ciclo económico português. A unanimidade dos principais indicadores utilizados sugere uma economia em expansão durante 2025, perfazendo 22 trimestres de expansão desde a última cava.
A economia nacional resistiu surpreendentemente bem ao impacto das tarifas aduaneiras: apesar de uma redução das exportações de bens, a atividade económica como um todo não sentiu o impacto. O crescimento dos serviços continua, em particular do turismo, tendo o emprego na indústria pouco subido desde a última cava, enquanto o emprego nos serviços cresceu 10%
07/12/2024
A economia continua a expansão iniciada no terceiro trimestre de 2020, conclui o Comité da Datação dos Ciclos Económicos, que se reuniu para avaliar a evolução da economia nacional.
Nenhum dos principais indicadores que o Comité acompanha mostrou sinais de inflexão em 2024. A economia cresceu de forma sustentada, se bem que o ritmo de crescimento PIB ou de outros indicadores da atividade económica não tenham sido extraordinários. O emprego expandiu e a taxa de desemprego esteve estável.
A inflação esteve em queda, a despesa pública aumentou sem que tal se traduzisse em desequilíbrios das contas públicas e o sentimento dos consumidores cresceu ao longo do ano. Por fim, embora a produção industrial não tenha recuperado ainda os valores pré-pandemia, o setor dos serviços estava em franca expansão, com o turismo à cabeça. Assim, a economia portuguesa completou 18 trimestres de expansão desde a última cava.
19/08/2020
O estado da economia portuguesa durante a pandemia da Covid-19
Esta recessão ameaça quebrar o recorde da recessão anterior, que foi a maior desde 1980. O regime especial de lay-off simplificado torna os dados do emprego difíceis de comparar com o passado.
Na primeira metade de 2020, a economia portuguesa entrou numa recessão violenta e abrupta. O PIB real per capita no primeiro trimestre caiu 3,9% em relação ao trimestre anterior, a que se seguiu, no segundo trimestre, uma quebra de 14,1% em cadeia – as duas maiores quebras desde que há registos (1977). Muitos indicadores mensais da atividade económica apresentam quebras significativas entre fevereiro e março, e quebras históricas no mês seguinte. (...)
A última recessão, de 2010-2013, teve a maior amplitude de todas as recessões desde 1980, mas a recessão em que o país se encontra agora ameaça quebrar esse recorde.