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Questões Sociais

19
Maio
1968
Forças nigerianas capturam a cidade de Port Harcourt e isolam a província secessionista do Biafra. A escassez de alimentos e a fome conduziram a um desastre humanitário em grande escala. As imagens televisivas chocaram a opinião pública ocidental e motivaram várias ações de solidariedade.
02
Maio
1968
A administração da Universidade da Sorbonne de Paris manda encerrar o seu campus no subúrbio de Nanterre, devido a conflitos com os estudantes. A 3 de maio, há uma assembleia de estudantes na Sorbonne, que é dispersada pela polícia. Seguem-se uma manifestação e confrontos com as autoridades. A polícia detém e identifica cerca de 600 pessoas. A 6 de maio, uma nova manifestação, no Quartier Latin, é violentamente reprimida. O número de manifestantes aumenta (chega aos 40 000 estudantes) e o radicalismo de esquerda toma conta das universidades e da cidade com palavras de ordem como «Sejamos realistas, exijamos o impossível». A 10 de maio, os sindicatos franceses convocam uma greve geral em solidariedade com os estudantes. Os distúrbios generalizam-se nas principais cidades do país. A 13 de maio, 1 milhão de pessoas manifesta-se nas ruas de Paris, durante a greve geral. Os sindicatos juntaram-se à contestação, com greves e protestos. A 23 de maio há 10 milhões de grevistas. A crise estudantil tem o ponto alto na chamada «noite das barricadas», a 24 de maio, em Paris. A 25 de maio, patrões e sindicatos reúnem-se no Ministério do Trabalho. Dois dias depois, chegam a acordo. Nasce assim o salário mínimo, as férias pagas com a duração de quatro semanas e a proteção dos direitos sindicais nas empresas. A contestação atenua-se. A 29 de maio, o Presidente de Gaulle abandona Paris e, temendo uma revolução, refugia-se numa base militar francesa na Alemanha. No dia seguinte regressa a França, dissolve a Assembleia Nacional, marca eleições para 23 de junho e ameaça decretar o estado de sítio. As suas palavras geram de imediato uma gigantesca manifestação de apoio em Paris. Em 23 de junho, os gaullistas e os seus aliados vencem as eleições legislativas, obtendo a maioria absoluta na Assembleia Nacional. O primeiro-ministro Georges Pompidou é reconduzido à frente do Governo.
04
Abril
1968
Martin Luther King Jr. é assassinado a tiro na varanda do seu quarto de hotel em Mênfis, no Tennessee. Os violentos confrontos que se seguiram à sua morte espalharam-se por 172 cidades e tiveram um balanço trágico: 43 mortos, 3500 feridos e 27 000 detidos. Dois meses mais tarde, a 8 de junho de 1968, James Earl Ray é preso em Londres e acusado da autoria do crime. A sentença foi de noventa e nove anos de prisão. Ray morreria em 1998.
22
Março
1968
Daniel Cohn-Bendit e outros sete estudantes ocupam os gabinetes administrativos da Universidade de Nanterre, desencadeando os acontecimentos e protestos iniciais que conduziram ao maio de 68.
27
Outubro
1967
Uma lei que legaliza o aborto, até às 28 semanas de gestação, é aprovada no Parlamento britânico (Abortion Act 1967).
01
Agosto
1967
Uma vaga de motins raciais assola a capital dos Estados Unidos, Washington, D.C. Entre 12 e 23 de julho, os incidentes atingem mais de 100 cidades nos EUA, começando em Newark (Nova Jérsia), com 26 mortos, e Detroit (Michigan), com 43 mortos, 342 feridos e 1400 edifícios incendiados.
28
Julho
1967
O Parlamento britânico aprova a Lei dos Delitos Sexuais (Sexual Offences Act 1967), despenalizando as práticas homossexuais privadas entre adultos maiores de 21 anos. Elogiada como um marco da liberalização das leis relativas à homossexualidade no Reino Unido, a lei só se aplicava à Inglaterra e ao País de Gales, excluindo a Escócia e a Irlanda do Norte, bem como as Forças Armadas e a Marinha Mercante.
13
Junho
1967
Thurgood Marshall torna-se o primeiro negro a ser nomeado para o Supremo Tribunal Federal dos EUA, por escolha do Presidente Lyndon B. Johnson.
12
Junho
1967
O Supremo Tribunal Federal norte-americano decreta que todas as leis estaduais que proíbem casamentos inter-raciais são inconstitucionais.
27
Maio
1967
O primeiro passo para o reconhecimento dos direitos dos nativos australianos é dado quando, num referendo, é votada a eliminação de duas normas discriminatórias dos aborígenes que constam da Constituição australiana.