Será a Europa capaz de alcançar a transição energética garantindo a segurança do abastecimento de energia, a custos comportáveis, e cumprindo as metas climáticas?
Numa série de seis policy papers que culminaram no estudo «A transição energética na Europa: equilibrar o trilema», publicado em parceria com a Brookings Institution, Samantha Gross e Constanze Stelzenmüller argumentam que para atingir este objetivo é necessária uma maior integração dos sistemas energéticos europeus.
Esta integração vai exigir a construção de infraestruturas, como cabos de transmissão de energia e gasodutos, para ligar os mercados. Ao mesmo tempo, é necessário reduzir as barreiras políticas e comerciais que, atualmente, travam os fluxos energéticos transfronteiriços.
Atuar em todas estas frentes vai permitir que Europa mitigue choques de oferta, otimize o uso de energias como a solar e a eólica, e que recorra às fontes mais competitivas no seu território, defendem as autoras.
Contudo, interligar os sistemas acarreta desafios que não são triviais. Por um lado, o investimento necessário levanta questões sobre a repartição de custos - só para aprofundar a interligação do setor elétrico, a União Europeia estima que sejam necessários 1,2 biliões de euros até 2040. Por outro lado, a perda parcial de controlo nacional e os impactos desiguais entre países, consumidores e produtores geram resistências políticas.
As conclusões da série de policy papers foram apresentadas no arranque da conferência «Energia: que futuro para a Europa».
Conheça o estudo «A transição energética na Europa: equilibrar o trilema», publicado pela Fundação em parceria com a Brookings Institution.
Conferências que reúnem os maiores especialistas nacionais e internacionais sobre temas que vão da ética à política, das mulheres aos jovens, da segurança social ao envelhecimento, da economia à ciência e ao universo.