Nascer em Portugal
Em seis décadas, o número de nascimentos em Portugal caiu para menos de metade. No início dos anos de 1960, havia mais de 200 mil bebés por ano. Em 2025 esse número foi de 87.764.
Ao mesmo tempo, somos mães e pais cada vez mais tarde. Hoje, as mulheres têm, em média, o primeiro filho aos 30 anos, 2,6 anos mais tarde do que acontecia há 20 anos.
Com o auxílio dos números do Instituto Nacional de Estatística em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos e os resultados do estudo «Determinantes da Fecundidade em Portugal», coordenado por Maria Filomena Mendes, conheça a evolução da fecundidade em Portugal e as suas consequências demográficas, sociais e económicas.
- Que motivações e vontades pessoais têm determinado estas tendências?
- Que forças e mudanças sociais e económicas estão a contribuir para que nasçam cada vez menos bebés? Há uma menor vontade de ter filhos, ou essa vontade apenas se depara com mais obstáculos do que no passado?
- Que diferenças se verificam entre as várias regiões do país?
- Quantos filhos quer ter, em média, cada português? Quantos filhos tem efetivamente, em média, cada português?
- O que é que faz com que cada vez menos pessoas escolham ter um segundo bebé?
- O que explica que quanto mais avançada for a formação académica dos portugueses, menor seja o seu número de filhos, apesar de simultaneamente serem aqueles com maiores qualificações que maior vontade demonstram de ter um maior número de filhos?
- O que pensam os portugueses acerca da forma ideal de conciliar o trabalho com a vida familiar?
- Que diferenças e semelhanças se verificam entre Portugal e os restantes países da União Europeia, a este respeito?
O estudo «Determinantes da Fecundidade em Portugal» baseia-se em informação recolhida em 7 624 entrevistas presenciais a mulheres entre os 18 e os 49 anos e a homens entre os 18 e os 54 anos, no âmbito do Inquérito à Fecundidade 2013.
Com esta análise, a Fundação dá-lhe a conhecer os dados necessários para compreender um fenómeno cada vez mais central na agenda mediática e política do país.