O Público publica dois artigos de opinião de Francisco Sousa Tavares em que o jornalista tece duras críticas ao Supremo Tribunal Militar, referindo que os generais que o compunham tinham feito um insulto «a Portugal e a cada um de nós», estando sentados «à manjedoura do Estado, sempre a reclamarem uma maior ração e talvez se sintam desprotegidos pela ausência da PIDE que lhes dava segurança». Os artigos resultaram no julgamento de Vicente Jorge Silva, director do Público, como cúmplice do crime de abuso de liberdade de imprensa. Apesar da morte de Francisco Sousa Tavares, os juízes do Supremo Tribunal Militar não desistiram da queixa contra o director do jornal. Um abaixo-assinado, com mais de uma centena de assinaturas, foi publicado no Diário de Notícias e n’O Independente, demonstrando solidariedade com Sousa Tavares e Vicente Jorge Silva. O Presidente Mário Soares terá manifestado o desejo de que os arguidos fossem absolvidos, o que levou o almirante Sousa Cerejeiro, presidente do Supremo Tribunal Militar, a apresentar, no início de 1994, a sua demissão, que já tinha sido pedida por vários setores da opinião pública.