O Governo decide atribuir os dois novos canais privados de televisão à SIC (Grupo Impresa, liderado por Francisco Pinto Balsemão) e à TVI (um canal de inspiração cristã, então associado à Igreja Católica). O projeto TV 1, liderado pelo advogado e antigo presidente do conselho de administração da RTP Daniel Proença de Carvalho, é excluído. O primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva geriu directamente este dossier, com o auxílio de Luís Marques Mendes. A abertura do mercado televisivo teria grande impato na RTP, que perdeu o exclusivo do mercado publicitário, viu abolida a taxa de televisão e foi separada da sua rede de transmissores, mais tarde incorporada na Portugal Telecom.