1993
Avolumam-se as dúvidas quanto à estrutura acionista privada do Banco Totta & Açores e quanto ao cumprimento do limite da participação de capital estrangeiro (25%). O banco espanhol Banesto tinha criado um conjunto de sociedades através de uma off shore para comprar um vasto conjunto de ações que lhe garantissem o controlo do Banco. Este esquema complexo de participações em cascata e de participações de cidadãos portugueses compradas com capitais do Banesto faria com que o Banco Totta & Açores ficasse na prática sob o controlo de capitais estrangeiros. A legislação portuguesa estipulava, contudo, limites à participação de capital estrangeiro e dava clara preferência ao controlo das entidades a privatizar por parte de capital nacional. As pressões viriam do Banco Santander e do governo espanhol que chegou a apresentar uma queixa numa das reuniões do ECOFIN, em Bruxelas.