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Imagem de um empresário a fazer cáculos sobre impostos

O impacto do IRC na Economia Portuguesa

Os impostos que as empresas pagam sobre os seus lucros têm afetado o crescimento da economia nacional? O que é que aconteceria se a taxa de IRC baixasse? E quais as consequências da instabilidade legislativa na tributação das empresas, quando se sabe que o IRC já foi alterado mais de 1350 vezes desde a sua criação, em 1989? As respostas no novo estudo da Fundação, coordenado pelo economista Pedro Brinca (Nova SBE).
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Imagem da capa do estudo O impacto do IRC na economia portuguesa
Análise ao impacto económico da carga fiscal sobre as empresas

Criado em 1989, o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) tem vindo a tornar-se um importante instrumento de competitividade da economia do país.

A taxa geral do IRC é hoje de 21%. Nos últimos anos, Portugal inverteu, de forma consistente, a tendência de descida das taxas deste imposto, que se verificavam globalmente desde o final do século XX.

Essa inversão deu-se, em 2010, após a crise económica e financeira, com a criação de uma taxa adicional – a Derrama Estadual – que incide sobre parte do lucro das empresas. Essa taxa passou a estar integrada no Código do IRC e o imposto sofreu também um aumento da progressividade, com a introdução de novos escalões e de taxas agravadas na Derrama Estadual.

Este estudo inédito pretende contribuir para a análise do impacto que o sistema fiscal português e as suas sucessivas alterações têm na realidade económica e social do país, através do mapeamento das reformas verificadas ao longo dos anos.

E procura perceber se o facto de Portugal não ter acompanhado a tendência de descida da carga fiscal sobre as empresas, verificada na maioria dos países da Zona Euro e da OCDE, teve um impacto negativo na produtividade e na criação de riqueza.

A análise, feita por uma equipa multidisciplinar de seis economistas e juristas especializados em direito fiscal, coordenada por Pedro Brinca, tem por base as seguintes perguntas de investigação:

 

  • Qual o impacto esperado na economia nacional de uma redução da taxa de IRC efetiva ?
  • Qual o impacto das sucessivas alterações ao quadro fiscal do IRC, ou seja, da instabilidade legislativa, na economia portuguesa?
  • Qual o impacto económico da progressividade do IRC?

 

A instabilidade legislativa no Código do IRC tem tido, por si, um impacto negativo de elevada magnitude sobre a atividade económica. O PIB, o investimento e o consumo da economia são todos afetados negativamente pelos recursos necessários para pagar os custos de ajustamento a estas alterações legislativas.

Para isso, os autores utilizaram um modelo macroeconómico de equilíbrio geral – variantes deste modelo são frequentemente usadas por instituições europeias como o Banco Central Europeu ou a Comissão Europeia – que foi calibrado para a economia portuguesa. Desta forma, foi possível analisar os impactos do IRC num conjunto de variáveis macroeconómicas.

As conclusões a que os investigadores chegaram e as suas recomendações estão disponíveis no estudo completo ou, de forma abreviada, na fact sheet disponível nesta página. E são explicadas no vídeo abaixo.

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