A Lei n.º 1/73 autoriza o ministro das Finanças a dar o aval do Estado às operações de crédito interno e externo das províncias, dos institutos públicos e das empresas nacionais.
É publicada uma nota oficiosa do Ministério do Interior condenando a vigília da Capela do Rato, que reuniu um conjunto de militantes católicos e de esquerda numa jornada contra a Guerra Colonial (sobre este assunto ver secção sociedade).*
Primeiro número do semanário Expresso com ligações à «ala liberal» da Assembleia Nacional. Pinto Balsemão detém 50% das ações da sociedade proprietária e Francisco Sá Carneiro assina a coluna «Visto», que será um dos principais alvos da Censura. Neste número, nove artigos foram proibidos e 30 foram censurados, incluindo uma entrevista com o ciclista Joaquim Agostinho. O jornal revela resultados de uma sondagem sua onde 63% dos portugueses afirma nunca ter votado (79% em Lisboa e 47% no Porto).
O conselho escolar da Faculdade de Letras de Lisboa suspende 15 alunos por um período de 90 dias, entre eles cinco membros da direção da Comissão Pró-Associação da Faculdade de Letras e três membros do conselho fiscal.
Inicia-se, no Tribunal Militar de Lourenço Marques, o julgamento dos padres Joaquim Sampaio e Fernando Mendes, da paróquia de Macúti, por crimes contra o Estado. Estavam detidos desde janeiro de 1972. Tendo sido condenados pelo Tribunal Militar em Moçambique viram esta sentença confirmada em junho de 1973 pelo Supremo Tribunal Militar, de Lisboa.
Por decisão do Conselho de Ministros, são demitidos 12 funcionários públicos que participaram na vigília anticolonialista e pela paz da Capela do Rato; entre eles, Francisco Pereira de Moura e Luís Moita. Esta medida será impugnada judicialmente e dará motivo para um posterior abaixo-assinado de 400 personalidades ao presidente do Conselho pedindo a sua revogação.
O patriarcado de Lisboa emite uma nota de imprensa em que condena os acontecimentos da Capela do Rato, desaprovando quer o procedimento do grupo de activistas católicos, quer a intervenção das forças policiais. O padre Alberto Neto, responsável pela Capela do Rato, seria meses mais tarde afastado das suas funções pelo cardeal patriarca de Lisboa, D. António Ribeiro.