Nas obras da Ponte Vasco da Gama, em Sacavém, morrem duas irmãs guineenses de oito e dez anos por afogamento, numa vala inundada. As duas crianças aproveitaram a ausência de trabalhadores e de vedações para brincar na área de estaleiro situada próximo do bairro de barracas da Quinta do Carmo, onde moravam. A Lusoponte e a Novaponte, empresas responsáveis, já tinham sido alertadas para as deficientes condições de segurança do estaleiro. O caso seguiu para tribunal, tendo o julgamento começado a 20 de junho de 2002. Os nove arguidos, todos engenheiros, foram acusados do crime de violação de regras de segurança. A 30 de julho de 2005, os nove engenheiros foram absolvidos, mas o consórcio Novaponte foi condenado ao pagamento de 350 mil euros à família das vítimas.