Morre o advogado, e primeiro presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, José de Azeredo Perdigão (1896-1993). Quando, em 1948, Calouste Sarkis Gulbenkian decidiu fazer o seu testamento, para dar destino à sua colecção de arte, a confiança que depositou em Azeredo Perdigão foi decisiva para a instalação da futura fundação em Portugal. Não sendo afeto ao Estado Novo, Azeredo Perdigão foi capaz de manter relações cordiais com os setores artísticos e intelectuais e com o próprio regime autoritário (que teve como administrador na Fundação um dos seus principais «notáveis», Pedro Teotónio Pereira, entre 1956 e 1972).