
Um mês a discutir a população e a demografia
Portugal tem um dos mais baixos níveis de fecundidade da Europa. O número de nascimentos não chega sequer para compensar o número de mortes, o que augura um futuro pouco risonho para a demografia e potencialmente problemático para a Segurança Social. E agora?
O primeiro passo para enfrentar o problema é diagnosticá-lo correctamente. O segundo é identificar um conjunto de polícias que, partindo do diagnóstico, permita inverter a tendência. E foi assim que nos ocorreu criar o Mês da População. A partir de hoje, e até ao final de Maio, vamos discutir estas questões, num debate alargado que esperemos que o maior número possível de pessoas. A comunicação social já está a noticiar a iniciativa (ver aqui, por exemplo).

Ao todo são quatro debates - o primeiro já no dia 6 de Maio -, com mais de 20 convidados e moderadores. Vamos ouvir deputados à Assembleia da República, decisores de política, jornalistas e investigadoras das mais variadas áreas, desde a economia à medicina, passando pela demografia. E vamos também apresentar - e escalpelizar - o estudo «Determinantes da Fecundidade em Portugal», um projecto de fôlego da Fundação que pretende ser um marco na compreensão da evolução demográfica do país. E o debate não podia vir em melhor altura: no dia 5 de Maio a Assembleia da República discute políticas de apoio às famílias e natalidade.
Mas não queremos que o debate se faça apenas entre a classe política, os académicos e especialistas. Queremos convidá-lo a si a participar. E para facilitar a comunicação criámos um micro-website onde sistematizamos toda a informação, de uma maneira simples e interactiva: o Nascer em Portugal.
O Nascer em Portugal é, antes de mais, um enorme agregador de dados e estatísticas acerca das questões da fecundidade e demografia, organizados em torno de cinco eixos (que pode consultar na barra superior do site). Cada eixo vem acompanhado de um pequeno vídeo e de uma colecção de testemunhos de pessoas reais. Por que é que temos hoje menos filhos? Por que razão aguardamos até chegar aos trinta anos para ter o filho? Para além de compilarmos estatísticas, fomos ouvir os relatos na primeira pessoa. Porque todos os números têm uma história, e queremos contar as histórias que estão por trás dos números.
Tentámos também que a apresentação dos números fosse tão simples e intuitiva quanto possível. Por exemplo: quer saber como é que a fecundidade evoluiu ao longo do tempo em Portugal e no resto da Europa? Não precisa de consultar tabelas: basta olhar para a animação «Nº médio de filhos por mulher», que lhe mostra tudo de forma gráfica e dinâmica.

É só um exemplo, entre os muitos que estão disponíveis no website. Podem encontrá-lo aqui. Para inscrições no Mês da População, acedam ao site da FFMS. Mais informações nos ficheiros em anexo.
O acordo ortográfico utilizado neste artigo foi definido pelo autor