Será que os partidos e as pessoas estão cada vez mais polarizados? Neste episódio, Pedro Magalhães e Luana do Bem analisam a tão debatida «polarização» - das suas várias aceções aos fatores que a explicam e aos efeitos que tem na nossa vida.
Nos anos 60, os partidos radicais, à esquerda e à direita, somavam na Europa, em média, pouco mais de 10%. Hoje, somam 30%.
A «polarização» anda nas bocas do mundo e parece não haver dúvidas de que há cada vez mais distância entre pessoas, partidos e grupos. Mas o que diz a evidência científica sobre esta matéria?
O politólogo Pedro Magalhães distingue cinco tipos de polarização - sim, cinco - da ideológica à partidária, da afetiva à entre elites. Mas, ao contrário do que se julga, nem todas têm aumentado.
Entre estudos e estatísticas, surgem questões inesperadas: porque é que as redes sociais tendem, cada vez mais, a extremar opiniões? Que impacto tem a polarização nos encontros familiares? Que papel tem a música country na divisão política norte-americana?
Para uma opinião informada, com contexto e despolarizada, não perca este [IN]Pertinente.
MCCARTY, N. «Polarization: What everyone needs to know» (New York: Oxford University Press, 2019)
COMELLAS, J. M., & TORCAL, M. «Ideological identity, issue-based ideology and bipolar affective polarization in multiparty systems: The cases of Argentina, Chile, Italy, Portugal and Spain» (Electoral Studies, 83, 102615, 2023).
FERREIRA DA SILVA, F. «Polarização afetiva em Portugal» (In Lobo, M. C., & Espírito-Santo, A. (eds.), «O eleitorado português no século XXI» Tinta da China, 2025)
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