Entre Atenas e Jerusalém, como se fundou a Europa?
A Europa nasceu da filosofia ou da fé? A partir da obra «Atenas e Jerusalém», do filósofo e escritor russo Leon Chestov, Pedro Mexia e Hugo van der Ding exploram o conflito, mas também a confluência, entre as duas dimensões ao longo dos séculos.
Da herança de Platão e Aristóteles à influência do Iluminismo na construção das sociedades europeias, como se cruzaram e transformaram as ideias que estão na origem deste território plural, e comum, a que chamamos Europa? E terá a História um sentido, como defendem - com visões do mundo distintas - o cristianismo e o marxismo?
Nesta conversa que percorre vários caminhos, históricos e filosóficos, a viagem prossegue à boleia do livro «Danúbio», do escritor Claudio Magris. Do conceito de «Europa do Meio» ao império dos Habsburgos, e do seu hino em onze línguas, a dupla fala ainda de uma construção europeia feita de guerras e referências intelectuais, onde povos, culturas e ideias se confrontam e se reinventam.
Afinal, será a Europa feita de uma herança comum ou de uma história de (des)encontros?
Um episódio [IN]Pertinente para refletir sobre quem somos, e para onde queremos ir.
Chestov, Leon (1938) «Atenas e Jerusalém», (edição em inglês Ohio University Press, edição francesa Bruit du Temps)
Strauss, Leo «Jerusalem and Athens: Some Introductory Reflections» (Commentary, 1967)
«Why Claudio Magris’s Danube is a timely elegy for lost Europe» (The Guardian, artigo Richard Flanagan, 2016)
Magris, Claudio (1986) «Danúbio» (edição portuguesa Quetzal)
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