Há 40 anos, Portugal aderiu à Comunidade Económica Europeia. Depois de anos de negociações, o país tornou-se membro daquele grupo restrito de estados, com o objetivo de consolidar a democracia e modernizar a economia.
O entusiasmo era grande e, nos primeiros anos, o crescimento económico também. No início dos anos 90, impulsionada pelo consumo das famílias, a economia crescia acima da média europeia e o nível de vida dos portugueses melhorava a olhos vistos.
Os fundos europeus, de que Portugal tem sido um dos maiores beneficiários, foram destinados à construção de grandes infraestruturas públicas, como escolas, hospitais e autoestradas. Num país até então voltado para a agricultura, as pescas e a indústria, os serviços entraram em força.
Mas na passagem do milénio, a entrada no euro, a globalização e os alargamentos a leste vieram expor as fragilidades de uma economia virada para dentro, que fabricava produtos indiferenciados, não exportava o suficiente e era pouco competitiva.
Hoje, a economia portuguesa continua assente em baixos salários, porque embora trabalhemos mais horas do que a média dos europeus, ainda somos menos produtivos.
Apesar da expansão do setor tecnológico e do potencial das energias renováveis, a competitividade permanece um desafio.
Em 40 anos, a democracia portuguesa consolidou-se. A maturidade institucional do nosso país é hoje reconhecida pelos nossos parceiros e pelos cidadãos europeus.
Queríamos ver Portugal na CEE e conseguimos.Quarenta anos depois, que Europa ajudaremos a construir?
Conferências que reúnem os maiores especialistas nacionais e internacionais sobre temas que vão da ética à política, das mulheres aos jovens, da segurança social ao envelhecimento, da economia à ciência e ao universo.