Surgem vários protestos públicos e no Parlamento contra as dificuldades colocadas pela administração do BCP, presidida por Jorge Jardim Gonçalves, à contratação de mulheres para os seus quadros. Apesar da denúncia feita por sindicatos e pela Comissão da Condição Feminina, o parecer da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego apenas fala em indícios de discriminação. O Governo escudar-se-ia neste parecer para insistir que não tinha motivos para intervir nas decisões de uma entidade privada. No BCP, em 1991, de um total de 2361 trabalhadores apenas 16 eram mulheres.