A V comissão de inquérito ao caso de Camarate recebe informação de um laboratório londrino de que havia explosivos no Cessna onde morreu Sá Carneiro. A 20 de abril, a comissão recebe o relatório final da Polícia Judicária (PJ), em que se refere a existência de indícios de explosivos debaixo dos comandos do avião. A 28 de abril, a Procuradoria Geral da República reabre o processo. A 2 de maio, termina a investigação parlamentar, passando-se à elaboração do relatório. A 2 de junho, a Assembleia da República aprova o relatório final da V comissão de inquérito a Camarate que conclui ter havido «presumível ação criminosa». A 11 de novembro, o procurador-geral da República arquiva o processo. A 17 de novembro, familiares das vítimas entregam uma acusação particular, reabrindo o caso. O «caso Camarate» permanece insóluvel. Na generalidade das investigações policiais e judiciais não se encontram provas de atentado e insiste-se na tese de um acidente. A maioria das comissões parlamentares insistem na tese de atentado ou na existência de indícios.