A
A

Neste terceiro episódio dedicado à habitação, Hugo van der Ding conversa com a investigadora Alda Azevedo sobre o papel  ainda por cumprir  da habitação pública em Portugal: um direito constitucional desde 1976, mas que continua a aguardar políticas efetivas.

Analisam-se as fragilidades das políticas públicas, a degradação e gestão deficiente dos bairros municipais, a estigmatização dos seus residentes e ainda o fenómeno «Not in my backyard»: quando a sociedade apoia a habitação pública em teoria, mas a rejeita nas proximidades da sua residência.

Neste contexto, ganha destaque um novo perfil de exclusão que desafia as respostas tradicionais: pessoas com emprego, perfeitamente integradas na sociedade e no mercado de trabalho, mas que, face aos preços inacessíveis, se veem obrigadas a viver em tendas, roulottes ou carros.

No entanto, surgem também exemplos de esperança e alternativas viáveis, como o modelo dinamarquês, onde 20% do parque habitacional é acessível e gerido por associações sem fins lucrativos, ou o caso do projeto DASH (Deliver Safe and Social Housing), que junta universidades, municípios e organizações em quatro cidades europeias, incluindo Braga.

Uma reflexão que vai além do diagnóstico: aponta caminhos, propõe soluções e desafia-nos a repensar a cidade como um espaço inclusivo  onde a habitação pública possa realmente integrar a malha urbana e dar resposta a necessidades prementes.

Como avalia este conteúdo?
A sua opinião é importante.
2 votes
260
Episódios
1
Dupla de Política | IN-Pertinente Podcast | Ana Sofia Martins e José Santana Pereira
A democracia trouxe mais igualdade?

Antes do 25 de abril, grande parte da população adulta estava impedida de votar. Antes do 25 de abril, as mulheres tinham direitos bastante restritos. Antes do 25 de abril, a...

46 min
Saber mais

Antes do 25 de abril, grande parte da população adulta estava impedida de votar. Antes do 25 de abril, as mulheres tinham direitos bastante restritos. Antes do 25 de abril, a...

46 min
Saber mais
2
Imagem de Ana Markl e do sociólogo Pedro Góis, a nova dupla de sociedade do [IN]Pertinente podcast
Retornados - porque não refugiados?

Após a revolução de 1974, chegaram a Portugal milhares de portugueses. Vinham das antigas colónias de África. Alguns tinham nascido em Portugal, outros tantos apenas conheciam a...

47 min
Saber mais

Após a revolução de 1974, chegaram a Portugal milhares de portugueses. Vinham das antigas colónias de África. Alguns tinham nascido em Portugal, outros tantos apenas conheciam a...

47 min
Saber mais
3
Imagem da dupla de economia do [IN]Pertinente podcast: Hugo van der DIng e Hugo Figueiredo
Os mitos da produtividade

Será que a produtividade depende em exclusivo dos trabalhadores? Será que temos de trabalhar muitas horas para sermos produtivos? Ou será que a produtividade depende de muitos mais...

39 min
Saber mais

Será que a produtividade depende em exclusivo dos trabalhadores? Será que temos de trabalhar muitas horas para sermos produtivos? Ou será que a produtividade depende de muitos mais...

39 min
Saber mais
4
Imagem de Inês Lopes Gonçalves e Nuno Maulide, a nova dupla de ciência do [IN] Pertinente podcast
O que é que andamos a comer?

Açúcar não é o mesmo que adoçante, mas este último até é mais doce. Os ‘E’ que aparecem nos rótulos afinal não são todos maus. O sal é um bom conservante porque adora a água. Neste...

50 min
Saber mais

Açúcar não é o mesmo que adoçante, mas este último até é mais doce. Os ‘E’ que aparecem nos rótulos afinal não são todos maus. O sal é um bom conservante porque adora a água. Neste...

50 min
Saber mais
In Pertinente Podcast, da Fundação Francisco Manuel dos Santos
Série
Entrevista
255EPISÓDIOS
2026

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN]Pertinente. 
[IN]Pertinente: um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos.
[IN]Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada.

Ler menos