Em Tavira, no Congresso do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa renova o seu lugar como presidente do partido. Anuncia também a possibilidade de uma coligação com o CDS-PP de Paulo Portas. A 21 de abril, Paulo Portas mostra-se favorável a uma nova AD (designada «Alternativa Democrática»), uma aliança para as próximas legislativas. Durante o discurso final Marcelo Rebelo de Sousa ataca igualmente alegados apoios do Governo a determinados grupos económicos. Refere o perdão fiscal ao Grupo Grão-Pará, o acordo com a Sonae relativo à Torralta (Tróia), e a colocação de quadros ligados ao BES na Galp. O assunto provocará uma tempestade política. A Sonae, em comunicado, acusará o presidente do PSD de «populista» e «demagogo». O empresário Belmiro de Azevedo dirá em entrevista à RTP que Marcelo Rebelo de Sousa «devia ser eliminado, pura e simplesmente. Não tem a categoria, a honestidade necessárias a um líder da oposição». Publicará depois uma carta em três jornais nacionais: Diário de Notícias, Público e Jornal de Notícias. Ricardo Salgado, por sua vez, considerou as afirmações «uma coisa absolutamente infame». O PSD e o CDS acusam os empresários de interferir em assuntos políticos.