Cinco décadas de democracia revolucionaram os hábitos culturais em Portugal. Termina a censura, o país abre-se ao mundo, chegam novos livros, filmes e todo o tipo de artes.
Em 50 anos, longe vão os tempos de um país que ao domingo era marcado pela missa de manhã e o futebol à tarde. A Expo 98, a maior festa coletiva na história cultural dos últimos 50 anos, tem sido apontada como um ‘ponto de viragem’ na descoberta e vivência do espaço público.
O surgimento de grandes distribuidores de conteúdos culturais e artísticos como o Youtube e a Netflix e o acesso em qualquer momento nos computadores, nos smartphones e nas smartTV, alteraram a convivência em casa e segmentaram os consumos das famílias. Seguem-se as redes sociais: Facebook, Instagram, Tiktok e outras plataformas que dominam os novos tempos.
No futuro, como se conjugará a presença física com a presença digital? E ainda alguém se lembrará de que, há poucas décadas, o sábado era o dia de visitar o centro comercial e todos víamos os mesmos programas? Este minidocumentário segue a avassaladora mudança verificada nos últimos 50 anos depois da chegada da democracia.
Portugal hoje é muito diferente do que era há 50 anos. Quase cinco décadas depois, que mudanças profundas aconteceram no país? E que lições devemos retirar para melhorar o futuro?
A Fundação tem um extenso programa para refletir sobre o que mudou e o que é preciso garantir para melhorar a democracia nacional.
Um programa que começa no Quartel do Carmo onde o regime caiu – com o evento «Cinco décadas de democracia, o que mudou?» – e se estende a mais debates, uma série de oito minidocumentários, documentários, publicações e estudos, que vão permitir pensar e construir o futuro coletivo.