O empresário Domingos Névoa, sócio e administrador de várias empresas ligadas à construção civil e à exploração de parques de estacionamento (entre elas a Bragaparques), é acusado pelo Ministério Público de um crime de corrupção ativa. Em causa está uma oferta de 200 mil euros ao vereador do BE, José Sá Fernandes, para que este recuasse nas críticas ao negócio entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Bragaparques para a permuta de terrenos do Parque Mayer e da Feira Popular, e, desistisse da ação junto do Tribunal Administrativo, na qual solicitava a anulação da referida permuta. Domingos Névoa foi constituído arguido e libertado mediante uma caução de 150 mil euros. Seria condenado a 23 de fevereiro de 2009, pelas Varas Criminais de Lisboa, ao pagamento de uma multa de cinco mil euros por corrupção ativa para ato lícito. Após recurso para o Tribunal da Relação de Lisboa, foi absolvido, a 22 de abril de 2010. Em outubro desse mesmo ano o Supremo Tribunal de Justiça rejeitou apreciar os recursos do Ministério Público e de José Sá Fernandes, continuando válida a decisão da Relação de Lisboa.