Em Haia, seis peças portuguesas, num total de 50 de vários países, são roubadas do Museon, um museu de ciência holandês. As peças, que pertenciam à colecção do Palácio Nacional da Ajuda, eram as mais valiosas. A polícia investigou o roubo durante sete anos, mas o caso foi arquivado pelas autoridades holandesas em 2009, sem notícias das jóias ou dos ladrões. O ministro da Cultura, Pedro Roseta, classificou o roubo como uma «perda lamentável para Portugal», enquanto vários responsáveis de museus consideraram o empréstimo desadequado, devido ao carácter didáctico da exposição temporária «Diamante: da Pedra Bruta à Jóia». Em 2006, Portugal recebeu uma indemnização de 6,1 milhões de euros. Quando, em março de 2013, e ao fim de 32 anos, Isabel Silveira Godinho abandonou a direção do Palácio Nacional da Ajuda, por motivos de reforma, declarou manter a esperança de se encontrarem as jóias da Coroa Portuguesa, roubadas em Haia.