17
Fevereiro
2000
Na Assembleia da República, a proposta de Orçamento do Estado para 2000 mantém um crescimento da despesa corrente sem juros ao nível do ano anterior, apesar de a inversão desta tendência ser um objectivo estratégico anunciado pelo Governo. Com um peso equivalente a 40% do PIB, a despesa corrente sem juros (despesa corrente primária) vai expandir-se a uma taxa de 10,4% (10,6% em 1999), quase o dobro da economia, já que o PIB vai crescer 5,7% em termos nominais. O efeito desta dinâmica é que, pela primeira vez na história económica portuguesa, os gastos totais do Estado (setor público administrativo) vão representar, em 2000, mais de metade do total da riqueza a criar na economia.