Cinco homens encapuçados pertencentes às FP-25 de abril realizam uma conferência de imprensa clandestina. Nas declarações feitas negam eventuais ligações entre esta organização terrorista e Otelo Saraiva de Carvalho e a FUP. Esta seria a terceira conferência de imprensa realizada pelas FP-25 de abril e a primeira a ser filmada pela televisão portuguesa. Nos dias seguintes surgem imagens e informações deste acontecimento quer na RTP, quer em vários jornais. A 13 de dezembro, a Procuradoria Geral da República decidirá instaurar um processo contra estes órgãos de comunicação, alegando que a divulgação de imagens e comentários «constitui uma violação dos direitos a informar e a ser informado [...]» e uma infração aos dever de «não transmitir programas ou mensagens que incitam à prática de crimes ou violem os direitos e garantias fundamentais, nomeadamente pelo seu espírito de violência, intolerância ou ódio».