A Assembleia da República aprova a extinção do Conselho da Revolução, com os votos a favor do PSD, PS, CDS, PPM e ASDI. A UEDS abstém-se e o PCP e o MDP/CDE votam contra. Vítor Alves, porta-voz do Conselho da Revolução, declara que o mesmo «não pode aceitar ser amputado das suas funções antes de terminado o período de transição» e que o PSD, PS e CDS «violaram a Plataforma entre o MFA e os Partidos». A 19 de julho, uma reunião extraordinária do Conselho da Revolução reafirma as declarações de Vítor Alves, sugerindo que a norma constitucional acordada entre a AD e o PS, segundo a qual o Conselho da Revolução cessará funções logo após a entrada em vigor da nova lei fundamental (e antes de instituídos todos os órgãos que o substituirão nas suas funções), constitui uma violação do Acordo MFA-Partidos e cria um novo período de transição sem limites definidos.