Todos os arguidos no «processo Portucale», ligado ao abate ilegal de sobreiros para a construção de um empreendimento imobiliário e turístico em Benavente, são absolvidos. Em causa está também a entrada de mais de um milhão de euros nos cofres do CDS/PP, para a qual, segundo a acusação, não existem documentos de suporte que justifiquem a sua proveniência e cujos recibos são falsificados. O «caso Portucale» relaciona-se com o abate de sobreiros na Herdade da Vargem Fresca, em Benavente, para a construção de um projeto turístico e imobiliário da empresa Portucale, do Grupo Espírito Santo, por força de um despacho conjunto dos ministros do então Governo PSD/CDS Nobre Guedes (Ambiente), Telmo Correia (Turismo) e Costa Neves (Agricultura), poucos dias antes das eleições legislativas de 2005. Para o arranque desse empreendimento turístico foram abatidos vários milhares de sobreiros na véspera da tomada de posse do novo Governo.