Leandro, um jovem de 12 anos, aluno da Escola Básica 2/3 Luciano Cordeiro, em Mirandela, ausenta-se da escola, presumivelmente através das grades da vedação e dirige-se ao parque de merendas de Mirandela, onde desaparece na corrente do rio Tua. O corpo foi encontrado 23 dias depois, a 12 quilómetros do local. Tratou-se de um dos primeiros casos de bullying (violência e assédio moral em ambiente escolar) a marcar a opinião pública nacional. A 6 de abril de 2010, um inquérito do Ministério da Educação afasta a hipótese de Leandro ter sido vítima de agressões frequentes na escola (ao contrário do que afirmavam pais e colegas) e não responsabiliza o estabelecimento de ensino pelo sucedido, afirmando que «os depoimentos dos alunos ouvidos são contraditórios entre si, não se concluindo pela existência de agressões». O inquérito apontou, contudo, eventuais responsabilidades ao porteiro da escola. Como membro do pessoal não docente, integrado nos quadros municipais, seguiu-se novo inquérito que o ilibaria. A 13 de outubro de 2010, o Ministério Público decidiu arquivar o inquérito judicial.