É aprovado no Parlamento o primeiro orçamento rectificativo, ou suplementar, para 2009. O limite de endividamento é assim aumentado para 10 107,9 milhões de euros através de uma primeira alteração ao Orçamento de Estado para 2009. A proposta fora apresentada logo a 14 de janeiro pelo governo de José Sócrates. Segundo o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, esta alteração visa o reforço do investimento público e das prestações sociais, bem como medidas de apoio ao emprego e às empresas. A 11 de dezembro será aprovado um segundo orçamento rectificativo para 2009, apresentado a 19 de novembro. O limite de endividamento será aumentado em 4 904,1 milhões de euros. O Governo justifica esta nova alteração com uma quebra das receitas fiscais de 13,2%. Segundo o Eurostat, após várias correcções, o défice das contas públicas em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu os 9,8% em 2009. A dívida pública, passou de 63,9% do PIB em 2006, para 62,7 em 2007, 65,3 em 2008 e 76,1 em 2009. Por sua vez o INE irá rever, mais tarde, o défice em alta para 10,2%. Em 2010 descerá para 9,8%.