Inicia-se o I Congresso das Comunidades Portuguesas, que pretendia ser o encontro dos emigrantes portugueses espalhados pelo Mundo visando, pelo estudo e debate das comunicações e propostas a apresentar e pela participação ativa dos emigrantes, contribuir para a definição consensual e aprofundada de uma política de defesa e enriquecimento dos laços que unem os emigrantes portugueses à sua Pátria. O Congresso foi cedo alvo de acesa guerrilha institucional entre o Governo e o Presidente da República, levando ao afastamento, entre outros, da CGTP e do PS. Ao contrário do previsto, o Presidente da República não preside à sessão inaugural durante a qual ocorrem incidentes. Alguns presentes consideram uma ofensa o facto de António Ramalho Eanes ter-se feito representar pelo chefe da Casa Civil, Fernando Reino, pelo que insultam o Presidente da República e o Conselho da Revolução, agredindo o tenente-coronel Vítor Alves.