O conselho nacional do PSD avaliza a decisão da comissão política de apoiar a candidatura presidencial do general António Soares Carneiro. A escolha já tinha sido ratificada pelo CDS. No dia 25 de abril, Soares Carneiro aceita formalmente o apoio da AD. Em comício realizado em Lisboa, a 23 de junho, a coligação apresenta-o aos simpatizantes, tendo Carlos Alberto da Mota Pinto como mandatário da candidatura. Francisco Sá Carneiro tentava assim romper a influência quer da linha militar do Conselho da Revolução quer do Presidente Ramalho Eanes. À esquerda, o candidato António Soares Carneiro suscitou controvérsia por não possuir uma ligação visível ao 25 de abril, tendo-se destacado antes na Guerra Colonial, nos Comandos e no cargo de secretário-geral do governo-geral de Angola (1972-1974), estando ainda ligado, em 1975, a um movimento intitulado Comités de Defesa da Liberdade (CDL). Desempenhará as funções de vice-chefe (1987) e de chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (1989-1994).