Na Assembleia Constituinte ouvem-se violentos ataques do PS, PPD e CDS ao envolvimento do PCP nos acontecimentos do 25 de novembro. O PPD põe em causa a permanência do PCP no VI Governo Provisório, não tendo obtido o apoio do PS.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia desloca-se a Atambua para propor à UDT e à APODETI uma solução militar para a crise, indo contra as conversações de Roma e as posições oficiais de Jacarta.
São publicados os decretos-leis n.os 674-C e 674-D/75, que nacionalizam, respetivamente, as posições sociais no capital de diversas sociedades de radiodifusão no território nacional, e da sociedade RTP, Radiodifusão Portuguesa, SARL.
Uma resolução do Conselho da Revolução define as medidas a adoptar face ao 25 de novembro. Prosseguem operações militares em todo o país com o objectivo de detetar e apreender material de guerra.
O ministro da Cooperação, Vítor Crespo, convoca o embaixador indonésio em Lisboa, responsabilizando-o por uma notícia falsa difundida em Jacarta, segundo a qual Portugal teria comunicado a intenção de reconhecer a FRETILIN.
Conferência de imprensa de Mário Soares. Acusa o PCP de ser o inspirador do 25 de novembro, utilizando a extrema-esquerda como «guarda avançada», e critica o PPD pelo seu «anticomunismo primário», ao querer afastar o PCP do Governo.
O Instituto Politécnico de Vila Real, fundado em 1973, inicia as suas atividades docentes. As aulas dos primeiros 40 alunos dos cursos de Produção Agrícola, Produção Animal e Produção Florestal foram leccionadas no salão dos bombeiros voluntários da cidade. A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro só virá a ser criada em 1986.
O Decreto-Lei n.º 676/75 determina que o Serviço de Coordenação da extinção da PIDE/DGS e da Legião Portuguesa passe a depender dos Serviços de Apoio do Conselho da Revolução.