O Decreto-Lei n.º 346/75 transfere para o Estado a titularidade de ações da Companhia Carris de Ferro de Lisboa, SARL, pertencentes a sociedades portuguesas.
É criada a organização terrorista de extrema-direita anti-descolonização Comandos Operacionais para a Defesa da Civilização Ocidental (CODECO). Foi responsável por atentados bombistas, explosões de petardos, assaltos e ações de intimidação sobretudo na área da grande Lisboa. Tinha fortes ligações ao ELP.*
Um despacho do Ministério para o Planeamento e Coordenação Económica ordena a cessação de funções de todas as chefias dos organismos de coordenação económica nomeados antes de 25 de abril de 1975.
O Decreto-Lei n.º 339-B/75 autoriza o governador do Banco de Portugal a depositar no FMI o instrumento pelo qual o Estado português assume as suas obrigações de participação na Conta de Saque Especial, incluindo as bases do contrato entre o Estado e o Banco de Portugal.
Realiza-se uma manifestação organizada pelas comissões de trabalhadores da Cintura Industrial de Lisboa que desfila diante dos estúdios da Rádio Renascença em apoio à sua comissão de trabalhadores e em protesto contra o Governo. O primeiro-ministro Vasco Gonçalves é alvo de insultos.
O Conselho da Revolução não nomeia a comissão administrativa da Rádio Renascença que o Governo desejava. Vasco Gonçalves defende a entrega da emissora à Igreja e ameaça demitir-se do cargo de primeiro-ministro, enquanto Otelo Saraiva de Carvalho e a extrema-esquerda apoiam os ocupantes. A 15 de julho, o Conselho da Revolução nomeia uma comissão administrativa para a Rádio Renascença.
Vaga de boatos sobre um novo «28 de setembro». Há mobilizações do PCP e da Intersindical e a situação torna-se tensa em Lisboa, com rumores sobre movimentações de tropas. O Presidente da República, o Conselho da Revolução e o COPCON proferem uma série de desmentidos dos boatos.