No início do ano lectivo de 1972-73 quase todas as associações de estudantes universitárias estão encerradas ou por legalizar. O Governo tenta refrear a contestação estudantil através da regulamentação administrativa e legal. Em Lisboa, as associações de estudantes de Direito, do Instituto Industrial e de Ciências estão fechadas e as Comissões Pró-Associações estão por legalizar em Medicina e Farmácia e encontram-se encerradas em Letras e no Instituto Comercial. Em Coimbra, a Associação Académica está fechada desde fevereiro de 1971.
No Rio de janeiro, a Imprensa Nacional – Casa da Moeda inaugura a Livraria Camões. A livraria pretende divulgar a cultura e a literatura portuguesas no Brasil.
II Conferência das Comissões Nacionais Justiça e Paz, em Ostende, na Bélgica, onde se vota uma declaração afirmando que o Governo português deve reconhecer o direito à autodeterminação de Angola, Moçambique e Guiné.
O Consórcio Luso-Hispano-Italiano (ligado ao banqueiro e empresário Miguel Quina), recorre junto do Supremo Tribunal Administrativo da adjudicação provisória à Brisa (ligada ao grupo financeiro de Jorge de Brito), da construção de auto-estradas, pedindo a sua anulação. A 22 de novembro, o Decreto n.º 467/72 outorgará à Brisa – Auto-Estradas de Portugal a concessão da construção, conservação e exploração de auto-estradas.
O Decreto n.º 381/72 estende às concessionárias, subconcessionárias e arrendatárias dos transportes ferroviários públicos o regime jurídico do contrato individual de trabalho, reorganizando o setor laboral na CP.
José António Ribeiro Santos e José Alberto Reis Lamego são baleados por agentes da PIDE/DGS nas instalações do Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (ISCEF). Ribeiro dos Santos acaba por morrer. A 14 de outubro, a polícia tenta impedir que o funeral de Ribeiro dos Santos se transforme numa manifestação contra o regime, dispersando os cerca de três mil acompanhantes. A PIDE/DGS anotou a detenção de 20 pessoas, 16 das quais estudantes.