Uma manifestação de extrema-direita no Largo Luís de Camões, em Lisboa, degenera em confrontos com contra-manifestantes de extrema-esquerda e com forças policiais. Durante a ação das autoridades são disparadas rajadas de G3 que provocam a morte a um estudante universitário de 18 anos, José Jorge dos Santos Morais e ferimentos graves noutros contra-manifestantes, membros da UDP. Registaram-se ainda mais quatro feridos. Alguns partidos de extrema-esquerda acusaram o governo e a PSP de proteger os «fascistas» e de dar cobertura a uma manifestação ilegal à vista da Constituição de 1976, mas que havia sido autorizada pelo governo civil de Lisboa. Também se registaram confrontos na cidade do Porto entre manifestantes, contra-manifestantes e a polícia de choque. A 13 de junho, o funeral do jovem morto pela polícia reunirá milhares de pessoas. O caso será julgado 10 anos mais tarde, conduzindo à absolvição do agente da PSP acusado dos disparos, por falta de provas.