O Governo envia uma Carta de Intenções ao FMI, celebrando, em Lisboa, um acordo com este organismo, o Acordo Stand-by. O Banco de Portugal pode comprar ao FMI, durante um ano e após esgotar as reservas de que disponha, moeda estrangeira contra escudos. Os objectivos eram consolidar a redução do défice da balança de transações correntes de 1,5 biliões (no período entre abril de 1977 e março de 1978) para um bilião de dólares (no período entre abril de 1978 e março de 1979); reduzir a inflação, mantendo uma taxa de crescimento positiva; e não agravar o desemprego. Na Carta de Intenções, o Governo compromete-se a adoptar medidas fiscais, monetárias, orçamentais e salariais restritivas; e prosseguir a desvalorização do escudo para estabilizar a economia. Este acordo permite que o FMI dê o seu aval ao «grande empréstimo» de 750 milhões de dólares, negociado com 18 países. A política de austeridade prolongou-se entre 1977 e 1979.