Em Santa Comba Dão, terra natal de António de Oliveira Salazar, um grupo de pessoas recoloca durante a noite, sem a soldar, a cabeça da estátua decapitada do antigo chefe político do Estado Novo e seu presidente do Conselho entre 1933 e 1968. Na madrugada do dia 5, desconhecidos retiram novamente a cabeça de bronze que havia sido mandada fundir por subscrição pública local, reiterada por um voto da assembleia municipal em que se defendia também o restauro da estátua. No dia 5 de fevereiro formam-se manifestações populares, pedindo a restituição da cabeça de Salazar e a recuperação da estátua. Perante o recrudescer dos protestos é chamada uma força da GNR de Coimbra, com elementos a cavalo, cães e quatro auto-metralhadoras. A população responde lançando pedras e formando algumas barricadas em várias ruas da vila. Às 18 horas de dia 5 a GNR carrega sobre a multidão, provocando 19 feridos. Foram também efetuados disparos que levaram à morte de uma mulher que observava os confrontos de uma janela sobranceira.