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«Ser preguiçoso pode ser um ato político: prova disso é o ‘quiet quitting’», diz João Pereira Coutinho no episódio que lhe trazemos.

Já no século XIX, o ócio era um ato radical - exemplo disso, era a figura do ‘dandy’ ou ‘flaneur’ que desprezava o sistema político, considerando vulgares e exploratórias as suas práticas.

Mas deixe que o levemos mais atrás: sabia que as reivindicações pelo direito ao descanso são contemporâneas da Revolução Industrial? As proteções sociais que hoje tomamos por garantidas passaram por um longo processo no qual se foram conquistando, entre outros, o direito às férias, à assistência na doença e, finalmente, o direito ao lazer, consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Mas face a tão grandes avanços tecnológicos e aos extraordinários aumentos de produtividade, como se explica que ainda não tenhamos conquistado em pleno a fórmula preconizada no século XIX : «8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso»?

Depois de tanta luta e conquista, será que nos damos ao  direito de descansar? Seremos capazes de enfrentar o silêncio e a solidão que decorrem da inatividade?

A receita ideal entre fazer e deixar acontecer também depende da geografia e é bem possível que os povos do norte e do sul da Europa não encontrem acordo quanto a isto.

Quanto a si que está ou deseja estar de férias, fique descansado, não tem de saber a resposta a estas perguntas. Carregue no play e desfrute.

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In Pertinente Podcast, da Fundação Francisco Manuel dos Santos
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4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN]Pertinente. 
[IN]Pertinente: um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos.
[IN]Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada.

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