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Barómetro das Cidades
































































































23%
23%
11%
11%
27%
5%
O Barómetro das Cidades ouviu 1247 pessoas e repartiu-as em seis grupos, conforme a tipologia urbana do local onde vivem.
Da Área Metropolitana de Lisboa (AML).
Da Área Metropolitana do Porto (AMP).
De cidades pequenas (menos de 50 mil habitantes) do interior (Interior).
De cidades médias (50 mil ou mais habitantes) do litoral não metropolitano
(Litoral+).
De cidades pequenas (menos de 50 mil habitantes) do litoral não metropolitano (Litoral-).
E das regiões autónomas dos Açores e da Madeira (RAA/RAM).
NÓS E AS CIDADES
Em Portugal, três em cada quatro habitantes vivem em áreas urbanas.
Como avaliam a sua experiência de vida nas cidades?
Começar
Qual é o seu concelho?
Indique onde vive, para podermos mostrar, ao longo da infografia, (a vermelho nos gráficos), o que pensam os inquiridos de concelhos com a mesma tipologia urbana ou similar. Se preferir não responder, continue para baixo.
População
00.000
Área (km²)
00.000
% da pop. por dimensão das localidades
Isolados*
0%
<2000 hab.
0%
2000+ hab.
0%
Mesão Frio é o concelho com menos estrangeiros do país (0,5%). Está entre os 30 com menos pessoas com ensino superior e também entre os 30 com maior proporção de trabalhadores na agricultura. Etc, etc…
Viver a cidade
Está satisfeito com a cidade onde reside?
Satisfeitos com...
Satisfeitos com a sua cidade
Acham fácil encontrar casa
Acham fácil encontrar emprego
Estão satisfeitos com...
Não
7%Nem sim, nem não
23%Sim
70%Educação
Litoral-
Bairro
AMP
Habitação
RAA/RAM
Cidade
Litoral+
Saúde
Interior
Emprego
AML
Média
70%
Média
10%
Média
15%
Mas as opiniões variam. O nível de satisfação com as cidades é menor, por exemplo, na Área Metropolitana de Lisboa do que na Área Metropolitana do Porto.
A crise na habitação é clara nos resultados do Barómetro: poucos dizem que é fácil encontrar habitação com qualidade e a preços razoáveis, especialmente nas áreas metropolitanas.
O mesmo vale para o trabalho: encontrar um bom emprego não é fácil, especialmente nas áreas metropolitanas.
Confira o que pensam os residentes quanto aos equipamentos e serviços urbanos nas suas cidades.
O Barómetro revela que uma grande maioria dos inquiridos está satisfeita com a cidade onde vive. São poucos os insatisfeitos.
As opiniões divergem significativamente no tema dos transportes públicos.
Seis em cada dez inquiridos das regiões autónomas estão satisfeitos.
Nas áreas metropolitanas, esta proporção cai para metade.
E em cidades pequenas do litoral, reduz-se a um terço.
Qual é o meio de transporte que mais utiliza quando vai para o trabalho ou para a escola/universidade?
Usam transportes públicos
Quantos carros
Quanto tempo
79%
Carro/mota
36%
Caminhar
28%
Transporte público
9%
Táxi/TVDE
8%
Bicicleta
6%
Outros
O Barómetro perguntou aos inquiridos que estão empregados ou a estudar que meios de transporte mais utilizam. O carro é, de longe, o meio mais usado nas deslocações pendulares.
Na Área Metropolitana de Lisboa, quatro em cada dez inquiridos utilizam transportes públicos, entre outros meios, nas deslocações pendulares. É a maior taxa entre todos os grupos.
Metade dos inquiridos tem dois ou mais carros no seu agregado familiar.
E a maioria demora mais de uma hora para chegar ao trabalho ou à escola ou universidade.
Dado o peso do automóvel, não admira que, entre vários aspetos do ambiente urbano, o trânsito seja a principal causa de insatisfação no país, seguida da oferta de infraestruturas para bicicletas.
No extremo oposto, os espaços verdes e a qualidade do ar são os que geram maior satisfação.
SENTIR A CIDADE
Sente-se seguro a andar sozinho à noite?
Sentem seguros nos transportes
Evitam certas zonas da cidade?
Faço parte da comunidade
Posso contar com os vizinhos
Sinto-me incluído
Sentem-se sozinhos
Têm pouco tempo
Gastam muito para morar
Sim
61% 35%Nem sim, nem não
21% 24%Não
18% 41%Educação
RAA/RAM
Bairro
Litoral-
Habitação
Litoral+
Cidade
AMP
Saúde
Interior
Emprego
AML
O sentimento de pertença é fundamental para o bem-estar de quem vive em cidades. E o Barómetro revela diferenças importantes entre as várias tipologias urbanas.
E a Área Metropolitana de Lisboa destaca-se pela negativa. É a região onde menos pessoas consideram-se valorizadas e incluídas nas atividades do bairro.
Ou que podem contar com os vizinhos em caso de necessidade.
Ou, enfim, que fazem parte de uma comunidade.
Três em cada cinco pessoas ouvidas no Barómetro sentem-se seguras a andar sozinhas à noite.
Mas um terço concorda que há áreas da sua cidade que é melhor evitar.
Os dados do Barómetro revelam que a solidão nas cidades é uma realidade: duas em cada dez pessoas sentem-se sozinhas.
Também mostram que quatro em cada dez pessoas não têm tempo para fazer o que realmente gostam.
E metade diz que o custo da habitação condiciona os gastos com outras atividades da vida.
DECIDIR O FUTURO
Alguma vez assinou uma petição local?
Já participou ou fez
Por que não participam
Áreas prioritárias
Duas em cada três pessoas nunca assinaram uma petição local.
Ainda assim, assinar petições é a forma mais comum de participação cívica.
A seguir vêm as ações de voluntariado, a participação em projetos locais e o contacto com os representantes eleitos.
Outras formas de participação cívica são menos comuns, como ir a reuniões, orçamentos participativos ou consultas públicas.
Ou usar os órgãos de comunicação social ou redes sociais para denunciar problemas da cidade ou do bairro.
Ou, menos ainda, ir a manifestações ou protestos por questões locais.
E a principal razão é esta: a maior parte não quer participar.
Muita gente, no entanto, não sabe como participar…
…ou não tem tempo.
E ainda muitos não souberam ou não quiseram responder a essa pergunta.
Mas não faltam sinais de insatisfação. Uma maioria expressiva acha que as políticas públicas deveriam dar prioridade às áreas da saúde e da habitação.
Dois terços dos inquiridos concordam com incentivos para a fixação de profissionais de saúde, e também de professores, no interior.
Mas a maioria discorda de aumentar o preço do estacionamento para financiar os transportes públicos.
Tudo bem visto e pesado, consideraria mudar de cidade para melhorar a sua qualidade de vida?
Sim
Não
% que considera mudar de cidade
Uma minoria dos inquiridos admite deixar a sua cidade. Ainda assim, um em cada cinco considera que poderia emigrar ou mudar-se para uma cidade menor.
1247 PESSOAS OUVIDAS
PRINCIPAIS MENSAGENS
Sete em cada dez pessoas estão satisfeitas com a sua cidade, mas as opiniões variam entre diferentes tipologias territoriais.
Mesmo entre as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, há diferenças acentuadas de opinião em alguns aspetos da vida urbana.
O carro é, de longe, o meio de transporte mais importante na mobilidade urbana, a uma larga distância dos transportes públicos.
Os espaços verdes e a qualidade do ar são os pontos mais satisfatórios do ambiente urbano; o trânsito e as infraestruturas para bicicletas são os piores.
O sentimento de pertença e as relações de proximidade são muito mais baixos nas cidades da Área Metropoliana de Lisboa do que em outras áreas urbanas.
A participação cívica dos residentes em cidades é reduzida e há uma fraca predisposição para um maior envolvimento em ações locais.
As áreas da saúde e da habitação deveriam ser prioritárias nas políticas públicas urbanas.
BARÓMETRO FFMS
Esta infografia baseia-se num inquérito e estudo executados pela DOMP, S.A. e por Patrícia Melo (Departamento de Economia do Instituto Superior de Economia e Gestão), Eduarda Marques da Costa (Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa) e Alexandra Gomes (LSE Cities, London School of Economics and Political Science), para a Fundação Francisco Manuel dos Santos. O relatório completo do estudo encontra-se disponível aqui.
Infografia e desenvolvimento de Francisco Lopes, José Alves e Ricardo Garcia
*Nota: a "população isolada", referida no início desta infografia, inclui a que vive em aglomerados com menos de 10 alojamentos ou em alojamentos dispersos. Em alguns concelhos, neste grupo estão também incluídos os residentes que estão em missão diplomática no exterior.